segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Senhor onipotente


És infinito,
Como poucas coisas na vida, pois tudo uma hora acaba.
És perfeito,
Como nada além de ti.
Está presente em todos,
Em todos os momentos,
Sabes tudo de mim,
Passado, presente e saberás o futuro.
Eu nada sei de ti,
Posso senti-lo passar por mim
Mas não posso vê-lo
Ao mesmo tempo em que estás comigo, está com tudo que existe.
Faz parte de tudo,
Mas nada faz parte de ti.
Tu sempre exististe,
E mesmo quando tudo acabar,
Ainda estarás lá.
Vivendo até que algo exista e te sinta novamente.
Muitos já desejaram ser como você.
Imortal, perfeito, intocável.
Mas eu não.
Pois você pode estar com todos,
Mas você não os sente.
Você está sozinho.
Nada será como você,
Tudo vai acabar e morrer,
E você ficará.
Você pode ver os sentimentos, mas é incapaz de senti-los.
Você no fundo é triste, e solitário.
Percorre o seu caminho a procura de algo q viva contigo.
Você é incompreendido por todos.
Até mesmo por mim.
Tento lhe entender,
Você seria Deus?
Resposta que não sei se ouvirei em vida.
Então tempo,
Que falas sem dizer uma palavra,
Que machuca e cura.
Que nos ver crescer e morrer.
Apenas viva a sua vida, como sempre fez, sozinho.
E observe a vida passar durante as suas horas.

2 comentários:

  1. titulo da tia Ingrid de novo,
    Vlw titia!!!
    bjoooooo

    ResponderExcluir
  2. Adorei teu poema. Fala do meu carma, o tempo. Por essas e por outras que o meu blog se chama Mensagem Efêmera. Continue assim titia <3

    ResponderExcluir